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Notícias

Trabalho - 12/12/16 08:45:00
  • Mobilização dos trabalhadores da Silpa garante conquistas

  • Na manhã da última sexta-feira (9), o sindicato dos metalúrgicos realizou uma nova assembleia em frente à Silpa. A união, organização e luta dos trabalhadores mostraram sua força e desempenharam papel determinante na resolução do conflito criado pela empresa. Em decorrência da mobilização, a Silpa apresentou uma proposta que foi aprovada pela maioria dos trabalhadores presentes. A empresa havia demitido 16 trabalhadores, no dia 25 de novembro, sem pagar as verbas rescisórias.
    O presidente do Sindicato, Assis Melo, explicou a situação aos trabalhadores. “A empresa vai pagar o salário dos demitidos no dia 15 de dezembro e o 13º na sua integralidade será pago no dia 23 de dezembro. As rescisões foram suspensas. Os trabalhadores que forem demitidos de hoje em diante tem que ser pagos de uma vez só, como propõe a CLT”, sentencia. As horas dos dois dias em que a empresa permaneceu parada não serão descontadas dos trabalhadores.
    Assis agradece o esforço e a participação de todos os trabalhadores durante quase duas semanas. “Mais uma vez, os trabalhadores mostraram a força da união e fizeram a diferença. Quero aqui, pessoalmente, agradecer a cada um de vocês, que compreendeu a luta e participou ativamente da mobilização. Quem representa de fato o trabalhador é o sindicato”, salienta.
     Ele adverte que o posicionamento do sindicato segue o mesmo, de não aceitar parcelamento de verbas rescisórias. “Esse é o posicionamento do sindicato, válido para toda a categoria metalúrgica. A empresa que demitir trabalhadores tem que cumprir com as suas responsabilidades e pagar de uma só vez as verbas rescisórias”, alerta.
    O sindicalista destaca que as últimas mobilizações estão sendo realizadas no sentido de manter direitos trabalhistas já garantidos pela constituição. “Infelizmente, estamos lutando pela manutenção de direitos já consagrados, e não por novas conquistas. Quando se parcela verbas rescisórias, são sempre os trabalhadores quem saem perdendo. Por isso, o nosso posicionamento não vai mudar”, esclarece.