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Notícias

Cidade - 05/10/16 09:27:00
  • Greve dos bancários completa 30 dias

  • O movimento vem crescendo em todo o Brasil , onde 13.245 agências e 29 centros administrativos estão paralisados por tempo indeterminado, o que corresponde 56% de adesão da categoria. Na base do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região são 58 agências paralisadas, sendo 52 em Caxias do Sul e as demais nas cidades de São Marcos, Flores da Cunha, Gramado, Canela, Veranópolis e Farroupilha.
    Nesta terça-feira (4) os bancários realizaram uma manifestação em frente à agência central do Banco do Brasil, chamando seus colegas a aderirem ao movimento nacional da categoria. No início dos horários bancários, duas agências do Banco do Brasil do Centro e do bairro Cruzeiro, ambas em Caxias do Sul, paralisaram suas atividades, ampliando a greve na cidade.
    Já ocorreram nove rodadas de negociação com a Fenaban e intransigência dos bancos continua a cada reunião. Na última quarta-feira, 28 de setembro, os bancos apresentaram ao Comando Nacional uma proposta de acordo válida para dois anos com reajuste de 7% para 2016 e abono de R$ 3.500. Para 2017 o aumento seria de 0,5% acima da inflação. A proposta foi rejeitada na mesa de negociação pelo Comando porque o reajuste ficou abaixo da inflação e não houve qualquer avanço quanto às reivindicações relacionadas aos temas emprego, saúde e condições de trabalho, que também são prioritários para os bancários.
    “Os bancários estão sendo desrespeitados pelos donos dos bancos, que não querem nos conceder nem mesmo a inflação. Além disso, queremos mais contratações para que os clientes sejam melhores atendidos e haja menos pressão sobre o trabalho do bancário. Pedimos, também, que se crie mecanismos para acabar com o assédio moral dentro das agências, pois os bancários sofrem diariamente a pressão dos banqueiros no comprimento de metas” explica o coordenador da Secretaria de Organização Sindical do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região, Nelso Bebber.
    “Temos que admitir que é uma situação completamente anormal. Nenhum setor da economia fica tanto tempo em greve sem atender minimamente o reajuste dos seus trabalhadores pela inflação. Seria até compreensível se fosse um setor com prejuízos. Mas, como os bancos vão explicar isso para os seus clientes e para a população. Eles ganharam rios de dinheiro. Seus lucros são recordistas. Porque querem achatar os salários de seus empregados? De onde vem esta orientação? Do FMI? Do ajuste fiscal? De onde?”, indagou Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários.
    Foto: Marlei Ferreira