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Notícias

Cidade - 12/01/16 14:33:00
  • Relatório técnico contra o aumento do imposto de importação do produto atende reivindicação do SIMECS

  • A notícia sobre o relatório do grupo de trabalho formado por técnicos da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior se posicionando contra o aumento da alíquota do Imposto de Importação do aço, repercutiu positivamente junto ao setor metalmecânico de Caxias do Sul e Região. O grupo foi criado no início de dezembro de 2015 para estudar os impactos de possível elevação da tributação. O documento foi entregue à presidente Dilma Rousseff e aos ministros envolvidos. A decisão final ainda não foi tomada. Conforme o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico – SIMECS, Getulio Fonseca, no final do ano passado, a entidade havia reivindicado junto ao governo federal para que não fosse praticado nenhum aumento da alíquota de importação do aço, tendo em vista que qualquer reajuste nesse momento de crise dificultaria ainda mais a já complicada situação das 3.400 empresas do setor metalmecânico da região, as quais empregam 66 mil trabalhadores.  Recentemente, Getulio Fonseca entregou ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Armando Monteiro Neto, documento reforçando o pedido para a não elevação do imposto de importação do produto. “Um aumento da alíquota não necessariamente é a melhor solução ou a mais permanente, isso porque o aço é um insumo básico de diversas cadeias. A alíquota, que hoje varia de 8 a 14%, poderia subir para 35%, o que teria impacto sobre todas essas cadeias”, avaliou o presidente do SIMECS. Conforme Getulio, o problema para a indústria, grande usuária do aço, é que qualquer aumento irá onerar ainda mais os custos baixando a competitividade das empresas. A elevação das alíquotas para proteger um único setor da economia em detrimento de vários outros não faz sentido, ainda mais neste momento em que a indústria nacional bate níveis históricos de demissões. Getulio Fonseca explicou que a alegação do setor siderúrgico brasileiro de que outros países estão elevando a alíquota do Imposto de Importação para proteger suas indústrias precisa ser vista com cuidado. O México subiu sua alíquota de 0% para 15%, porém, a maior da parte da importação tem origem nos EUA, que não estão sujeitos a essa alíquota. O aumento da taxação pode contribuir para uma alta dos preços domésticos.
    Foto: Julio Soares